Vida e pósmodernidade, ambas líquidas segundo Bauman. A partir dessa afirmação, podemos refletir sobre a liquidez da vida em si nessa sociedade pósmoderna, onde tudo se modifica e/ou substitui numa velocidade célere. As coisas se tornam obsoletas antes mesmo de as pessoas degustarem do prazer de tê-las ou realizá-las.
As pessoas assim como as coisas são descartáveis e isso faz de nossas vidas líquidas, vividas por incertezas constantes e isso é o que leva as pessoas a uma heterogeneidade de identidades, que em momentos distintos se constroem e reconstroem.
Fazendo uma ponte dessa nova realidade com a educação, o que podemos esperar dos jovens nessa sociedade líquido-moderna onde as relações de consumo é que prevalecem e as identidades estão em constante mudança?
Nós, como professores temos uma árdua missão, partindo do pressuposto que também fazemos parte dessa sociedade líquido-moderna. Como agir para que não sejamos descartados e nem tornar nossos alunos descartáveis?
A vida líquida nos leva a uma insatisfação interna o tempo todo. Acredito que a Educação seja uma luz no fim do túnel para todos nós. Através dela tentarmos ao menos desenvolver em nossos jovens novas motivações, ampliando seus conhecimentos para o discernimento do que pode e deve ser descartado de nossas vidas e não simplesmente nos descartar ou descartar ao próximo, resumindo tudo em nada.
Reflexões tendo como base o
texto: BAUMAN, Zygmunt. Sobre a vida num mundo líquido-moderno. In: Vida líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
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