segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Exclusão, Educação e Pósmodernidade

Como definir o conceito exclusão? Partindo apenas da vertente sociológica, percebe-se que a palavra exclusão é de difícil delimitação, porque nos perguntamos: exclusão de que? Impossível achar resposta, é um conceito muito amplo, ou seja, há uma heterogeneidade muito grande do seu uso.

O conceito sobre exclusão expressa uma grande incerteza teórica da compreensão dos problemas sociais da sociedade contemporânea. Segundo Bauman, inclusão é o inverso de integração social e ele, numa visão voltada ao emprego, o defini como desqualificação do próprio.

A sociedade pósmoderna formetando a exclusão cria indivíduos desnecessários ao universo produtivo, tornando esses novos excluídos como seres descartáveis. Sendo assim, não podemos reduzir exclusão à pobreza, pois vendo os seres como produtos e produtores na sociedade do consumo, exclusão deve ser analisada dentro de todas as exclusões sociais, tentando entender a diversidade onde se situa cada uma delas.

Mas será que paramos para pensar no conceito exclusão com essa visão ampla? Acredito que dentro do senso comum, sim a reduzimos à pobreza. Mas devemos pensar em que pobreza? Financeira, cultural, moral...?

Essas aulas têm aquecido minhas ideias para além do senso comum e me levando a ver como somos e estamos sendo excluídos e estamos excluindo o outro a todo momento, mesmo que de forma inconsciente e muito me assusta como a sociedade pósmoderna faz isso coma gente sem que percebamos.

sábado, 10 de setembro de 2011

Pósmodernidade e educação: temas pulsantes

Vida e pósmodernidade, ambas líquidas segundo Bauman. A partir dessa afirmação, podemos refletir sobre a liquidez da vida em si nessa sociedade pósmoderna, onde tudo se modifica e/ou substitui numa velocidade célere. As coisas se tornam obsoletas antes mesmo de as pessoas degustarem do prazer de tê-las ou realizá-las.

As pessoas assim como as coisas são descartáveis e isso faz de nossas vidas líquidas, vividas por incertezas constantes e isso é o que leva as pessoas a uma heterogeneidade de identidades, que em momentos distintos se constroem e reconstroem.

Fazendo uma ponte dessa nova realidade com a educação, o que podemos esperar dos jovens nessa sociedade líquido-moderna onde as relações de consumo é que prevalecem e as identidades estão em constante mudança?

Nós, como professores temos uma árdua missão, partindo do pressuposto que também fazemos parte dessa sociedade líquido-moderna. Como agir para que não sejamos descartados e nem tornar nossos alunos descartáveis?

A vida líquida nos leva a uma insatisfação interna o tempo todo. Acredito que a Educação seja uma luz no fim do túnel para todos nós. Através dela tentarmos ao menos desenvolver em nossos jovens novas motivações, ampliando seus conhecimentos para o discernimento do que pode e deve ser descartado de nossas vidas e não simplesmente nos descartar ou descartar ao próximo, resumindo tudo em nada.

Reflexões tendo como base o
texto: BAUMAN, Zygmunt. Sobre a vida num mundo líquido-moderno. In: Vida líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.

domingo, 4 de setembro de 2011

Bem-vindo

Este Blog foi criado como intuito de expor meus textos embasados em discussões de textos em sala de aula a partir da troca de experiências, conhecimentos e ideias com a Professora Silvana Bezerra e demais alunos do curso de Pós-graduação latu-sensu: Educação e contemporaneidade oferecido pelo CEFET, Unidade Nova Friburgo/RJ.